UFPB desenvolve projetos para monitorar adulterações da gasolina e do álcool
André Gomes
“Fazer do próprio consumidor o fiscalizador”. Com essa idéia o professor e responsável pelo Laboratório de Instrumentação e Automação em Química Analítica/ Quimiometria, Mário César Ugulino, e os estudantes de doutorado Edivaldo da Nóbrega e Luciano Farias, além de outros alunos, desenvolveram dois fotômetros capazes de monitorar, de forma on line, o teor de álcool etílico e do índice de octano (componente químico) da gasolina e do álcool combustível brasileiro. Os pesquisadores também desenvolvem um sistema automático por adições de padrão em fluxo-batelada (mistura de reagentes químicos) capaz de indicar traços de metais pesados na gasolina.
Esses projetos começaram a ser desenvolvidos em 2001 e se encontram em fase de conclusão. O fotômetro para a gasolina é um deles. Segundo estimativas de seus idealizadores o equipamento estará concluído até novembro deste ano. O fotômetro para monitorar o álcool automotivo, ao contrário, já está pronto no laboratório. “Só falta desenvolvermos um projeto e começarmos a trabalhar com o diesel”, diz o coordenador Mário Ugulino.
Quanto ao sistema automático por adições de padrão em fluxo-batelada que indica quais metais e em que quantidade podem ser encontrados na gasolina, seu idealizador, o estudante de doutorado Luciano Farias, diz: “o projeto está pronto, mas ainda estou fazendo umas modificações antes de defendê-lo. A gente nunca está satisfeito”.
O projeto dos fotômetros foi financiado pela CT-PETRO (Fundo Setorial de Petróleo e Gás Natural) e pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Os recursos alocados foram da ordem de R$ 226.300,00. Já o projeto do sistema automático por adições de padrão em fluxo-batelada foi financiado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), e pelo CT-PETRO, com um auxílio financeiro de R$ 90.000,00.
O objetivo principal do fotômetro, é desenvolver e construir, com tecnologia nacional, um instrumento que fosse barato e que pudesse ser instalado em bombas de combustíveis para monitoramento em tempo real do teor de AEAC (Álcool Etílico Anidro Carburante) e do índice de octano na gasolina e álcool brasileiro. Quanto ao Sistema em fluxo-batelada, seu objetivo é o desenvolvimento automático em fluxo-batelada que pudesse reduzir o consumo de reagentes e amostras, e assim, o custo das análises.
Hoje se vive um drama com problemas de adulteração dos combustíveis. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, 112 postos de gasolina foram autuados ou interditados, na Paraíba, devido a problemas na adulteração da gasolina.
Com o aparelho desenvolvido na UFPB o consumidor pode saber, antes mesmo da gasolina entrar no seu carro, se ela está adulterada ou não. Para Edivaldo da Nóbrega, aluno responsável, o fotômetro, que está em fase de conclusão poderá chegar ao mercado a um preço de aproximadamente R$ 1.500,00 valor que foi gasto para desenvolvê-lo no laboratório. E o sistema para medição de reagentes na gasolina poderá chegar a um preço de R$ 3.000,00 também a preço de custo.
Aparelho consegue diminuir custos com telefonia na UFPB
André Gomes
Diminuir o custo com ligações telefônicas. Com essa idéia foi desenvolvido na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) um aparelho que, acoplado a um telefone fixo, é capaz de controlar mensalmente o custo de cada usuário. O “Controlador de Tempo de Ligação” foi elaborado pelo professor Edivaldo Gaião no Laboratório de Instrumentação e Automação em Química Analítica/Quimiometria da UFPB.
O aparelho funciona a base de um micro-controlador que, de forma interna, grava e armazena o tempo e o nome de cada usuário através de um cartão, semelhante a telefone público (orelhão). Cada cartão possui uma chave binária de cinco dígitos que reconhece o código de cada um e pode ser recarregado através de uma chave código. No laboratório de química da UFPB esse aparelho já está em uso desde janeiro deste ano.
O Controlador de ligações mede aproximadamente 15 centímetros e possui um display que apresenta o nome de cada usuário e o tempo de ligações que possui. Esse equipamento foi desenvolvido com o objetivo de diminuir os gastos no laboratório de química. Para seu idealizador o aparelho supriu as necessidades de um laboratório que funciona sete dias na semana com cerca de 40 pessoas.
Segundo Edivaldo Gaião o aparelho já com os cartões, pode chegar ao mercado a um preço de R$ 150,00. No Laboratório de Instrumentação e Automação em Química Analítica/Quimiometria os estudantes e funcionários possuem o cartão para utilizar o telefone. Cada um tem um tempo mensal de 15 minutos.
Mais informações no Laboratório de Instrumentação e Automação em Química Analítica/Quimiometria localizado na UFPB, Campus I de João Pessoa ou no telefone (83) 3216-7438.
Análise de medicamentos fica mais barata com aparelho desenvolvido na UFPB
André Gomes
Um aparelho capaz de baratear e controlar a análise e qualidade de medicamentos foi desenvolvido, com tecnologia nacional, no Laboratório de Instrumentação e Automação em Química Analítica/Quimiometria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) pelo professor Mário César Ugulino. A intenção é atender as necessidades do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica (LTF) e do Hospital Universitário da (UFPB). O projeto foi financiado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
O aparelho que tem como objetivo baratear e realizar em menor tempo as análises feitas em laboratórios farmacêuticos mede automaticamente o fluxo dos reagentes nos medicamentos. Os testes na UFPB foram feitos com dipirona, em líquido e comprimido, e pantoprazol. A análise que nos laboratórios com equipamentos convencionais demora cerca de 15 minutos, com o equipamento feito na UFPB, nos mesmos 15 minutos, é possível analisar e obter resultados em mais de 15 substâncias.
Segundo o professor Ugulino um aparelho desses pode ser encontrado no mercado com um preço de até U$ 70.000,00. Como o aparelho desenvolvido no Laboratório de Química é feito com tecnologia nacional desenvolvida no próprio laboratório, poderá chegar no mercado em torno de R$ 500,00, sem encargos. “Acredito ainda poder ser mais barato”, acrescenta o professor.
No Laboratório de Instrumentação e Automação em Química Analítica/Quimiometria da UFPB, quarenta pessoas entre alunos de iniciação científica, de mestrado, doutorado e técnicos bolsistas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), além do professor Mário Ugulino, desenvolvem projetos ligados às mais diversas vertentes na área de química. “Tento sempre manter um espírito de família aqui no laboratório”, finaliza o professor Ugulino. Mais informações no laboratório pelo telefone (83) 3216 7438.
Ecovila será implantada na Paraíba com apoio da Funape/UFPB
André Gomes
Um convênio firmado com a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão (Funape/UFPB) e outros parceiros vai possibilitar a implantação de uma Ecovila no sertão da Paraíba. O projeto é do economista e pesquisador Saulo Xavier e tem como prioridade a melhoria da qualidade de vida. A “Ecovila para Práxis do Desenvolvimento Sustentável” é um programa que será desenvolvido com a colaboração da sociedade civil, atuando, principalmente, nas micro-regiões, no Nordeste e na Amazônia brasileiros.
A Ecovila é uma vila ecológica e tem como objetivo o desenvolvimento sustentável, principalmente rural; criar empregos sustentáveis; restaurar a natureza; e, principalmente, melhorar a qualidade de vida. Para o seu idealizador a instalação de uma Ecovila inicialmente no semi-árido do Nordeste Brasileiro, justifica-se em função de distintas e múltiplas razões políticas, sociais, econômicas e ecológicas.
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que os principais problemas enfrentados no mundo são relacionados ao clima, desertificação, poluição da água e crescimento da população. Com base nessas informações o pesquisador Saulo Xavier decidiu desenvolver o programa estratégico de instalação da "Ecovila para a Práxis do Desenvolvimento Sustentável".
Voltada para os pequenos proprietários rurais da região semi-árida da Paraíba, a Ecovila deverá funcionar produzindo a própria alimentação, vestuário, habitação, saúde, educação, transportes, lazer e energia. O projeto da vila tem como base a cooperação e utilização coletiva.
O pesquisador Saulo Xavier já publicou dois livros: “Capacitação de Recursos para Instituições do Terceiro Setor“ e “Ecovilas e Desenvolvimento Sustentável“, e desenvolveu pesquisas no Instituto Latino Americano da Universidade Livre de Berlim/Alemanha. Atualmente está na Paraíba e ministra, nos próximos dias 19 e 20 , um curso sobre recursos de doação da sociedade civil e como trazê-los para resolver problemas sociais e ecológicos. Tem carga horária de 16 horas/aula, é promovido pelo Sebrae/PB e deve qualificar profissionais em gestão de captação de recursos para atender às oportunidades e às exigências das instituições do terceiro setor, das organizações públicas e privadas. Segundo o pesquisador o projeto está pronto, mas em fase de captação de recursos para dessenvolvê-lo. O valor total é de 159.500 Euros.
Para mais informações o pesquisador, Saulo Xavier, pode ser encontrado no telefone (83) 3043-9596.
Sobre o curso as informações podem ser obtidas no Sebrae pelo telefone (83) 3218-1000/ Fax: (83) 3218-1111 e no site www.sebraepb.com.br.
Ministério da Educação do Cabo Verde discute assinatura de Protocolo com a UFPB
André Gomes
Representantes do Ministério da Educação e Valorização dos Recursos Humanos de Cabo Verde estiveram reunidos com a vice-reitora, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Yara Matos, para discutir parceria com o governo de Cabo Verde. Antônio Leão Correia Silva e Manoel de Carvalho estão no Brasil e buscam apoio de algumas universidades federais para qualificação de professores em seu país.
O governo de Cabo Verde está instalando a primeira universidade pública e necessita da qualificação de um corpo docente. Segundo Manoel de Carvalho o interesse maior do governo está nas áreas de medicina, química, educação e informática. A reunião com a vice-reitora possibilitou o início de uma parceria entre as duas universidades.
A proposta da parceria com a universidade pretende possibilitar o aumento do número de vagas para alunos do Cabo Verde, na graduação e pós-graduação, além de proporcionar a ida de professores da UFPB para darem aulas nos cursos de mestrado e doutorado daquele país. Os representantes do Ministério da Educação do Cabo Verde, também propuseram a cooperação da universidade na área de educação especial para deficientes visuais e auditivos.
Segundo a vice-reitora, Yara Matos, é de interesse da UFPB assinar o Protocolo de Intenções, que está sendo elaborado pela universidade e deverá ser assinado nos próximos dias pelo Reitor Rômulo Polari.
Cabo Verde - É um arquipélago formado por dez ilhas e cinco ilhéus que totalizam uma superfície de apenas 4.033 km2. Em contrapartida, dispõe de um espaço marítimo exclusivo que ultrapassa os 600.000 km2, situado ao largo do Oceano Atlântico. Cabo Verde tornou-se independente de Portugal em Julho de 1975. A língua oficial é o Português, mas quase todos os cabo-verdianos falam o Crioulo. Apesar de ser um país de recursos muito escassos, Cabo Verde apresenta indicadores demográficos e sociais muito favoráveis em relação a outros países africanos. Desde a independência, o país tem formado, em média, 15000 quadros superiores por ano.
Anjinho!!!
Santo anjo do senhor
meu zeloso guardador
se a ti me confiou a piedade divina
sempre me regi, me guarde, me governe, me ilumine
Amém!

Amor e Saudade 
Meu ser te ofereço Me dou e te dou Meus olhos que vagos giravam, meu peito que frágil acelerava. Hoje vivo e vejo, caminho e te sigo, em versos e passos para eu te ter do meu lado.
|
|||