Seminário discute comunicação e cidadania

              

André Gomes

Debater os novos rumos da comunicação como forma de construir a cidadania. Com essa proposta a Prefeitura de João Pessoa realiza até hoje (14), o I Seminário de Comunicação Comunitária. O evento foi aberto nesta quinta-feira pelo vice-prefeito Manoel Júnior no teatro Armando Monteiro Neto, localizado no Sesi, centro da capital.

O seminário que tem o apoio da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), reúne representantes do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba; do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-PB); Prefeitura de João Pessoa; Associações de bairros e Pastorais, para discutir os novos rumos da comunicação no papel democrático do país.

Para Vito Giannotti, representante do Grupo Piratininga de Comunicação/ RJ e palestrante do seminário, ainda é muito difícil fazer comunicação alternativa no Brasil, pois as rádios e outros veículos de comunicação ainda estão nas mãos de poucos.

Os Professores, alunos e ex-alunos do Curso de Comunicação Social da UFPB também participam do seminário para discutir o papel da mídia e universidade no processo da democratização da comunicação e seu envolvimento com a cidadania. Alguns representantes de rádios alternativas da capital prestigiam o evento, que serve como qualificação para os profissionais que atuam na área.

O I Seminário de Comunicação Comunitária se encerra hoje (14), com uma programação bem diversificada, voltada entre outras coisas aos debates, atividades culturais, trabalhos em grupo e a aprovação da Carta de João Pessoa sobre o processo da comunicação como forma de cidadania.

Alunos de Direito da UFPB levam cidadania às escolas públicas

André Gomes

Informar os direitos e deveres do cidadão e como eles devem proceder diante dos problemas. Esse é o objetivo de alunos do curso de Direito, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), de João Pessoa, através do projeto Movimento e Cidadania, coordenado pela professora Hertha Urquiza. O trabalho tem como público alvo alunos das 7ª e 8ª séries do Centro Estadual Experimental de Ensino-Aprendizagem Sesquicentenário na capital paraibana.

As informações são passadas aos alunos através de palestras, tendo como base uma cartilha elaborada pelos integrantes do projeto, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PRAC) da UFPB. A cartilha é composta de um conteúdo programático que inclui aulas básicas de Direito; Artigo 5º da Constituição Federal; o Estatuto da Criança e Adolescente; Direito da Família; Direito do Trabalhador; e Direito Penal, além da função dos juizados especiais.

A equipe do projeto desenvolveu, para aplicação nas escolas, uma metodologia de ensino baseada em dinâmicas de grupo, possibilitando o compartilhamento de idéias, informações e responsabilidades. Com essa metodologia foi possível observar um clima mais agradável na relação entre facilitador e aluno.

Para a coordenadora Hertha Urquiza todos têm que ter acesso à justiça, esse projeto trás isso e se torna bom para todo mundo. O “Movimento e Cidadania”, que já atuou na Escola Estadual Olivina Olívia Carneiro da Cunha e atualmente no Sesquicentenário, onde se desenvolve há três anos, recebeu no ano passado o prêmio Elo Cidadão concedido pela PRAC/ UFPB.

O projeto já estendeu suas atividades também à Comunidade do Porto do Capim, em João Pessoa, e comunidade indígena da Baia da Traição com o tema voltado para direitos e deveres do índio na escola. Os estudantes de Direito estão desenvolvendo um jornal sempre com temas atuais como forma de aprimorar os trabalhos do projeto.

Os benefícios obtidos com as palestras são percebidos pelos alunos que ressaltam sua importância. “Essas aulas são muito boas, pois aprendi coisas que eu não sabia”, afirma Ana Raquel, aluna beneficiada.

Abertas inscrições para o festival universitário do audiovisual

                                

André Gomes

O edital para o Festival Aruanda do Audiovisual Universitário foi lançado ontem na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Departamento de Comunicação e Turismo (Decom-Tur), campus de João Pessoa. O festival é uma realização do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Audiovisual (Nepau), do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), Reitoria da UFPB, Decom-Tur e TV UFPB.

A realização do festival acontece de quatro a sete de dezembro próximo, no Cine Bangüe do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. O festival tem como objetivos fomentar, reconhecer e contemplar os novos talentos e futuros profissionais na área do audiovisual.

Em 2003, numa iniciativa do Nepau em parceria com a Chefia e Coordenação do Decom-Tur e o CCHLA foi instituído o prêmio Rodrigo Rocha de Vídeo Universitário. Este ano o evento passa a se denominar Festival Aruanda do Audiovisual Universitário, com a premiação do Troféu Rodrigo Rocha de Vídeo.

Podem se inscrever para o festival alunos regularmente matriculados dos cursos do CCHLA da UFPB, do curso de Arte & Mídia da UFCG, do curso de Jornalismo da UEPB e FIC/Patos, e dos cursos de publicidade e propaganda do estado (Iesp, Asper e FAP). Serão aceitos, também, trabalhos de ex-alunos produzidos durante o curso. Cada realizador poderá se inscrever com até dois vídeos.

O Festival Aruanda do Audiovisual Universitário constitui sua mostra nas seguintes categorias: Vídeo Documentário, Vídeo Ficção, Animação, Peça Publicitária, Melhor Vídeo do Decom-Tur e Melhor Vídeo Júri Popular, além do Troféu Especial Ramiro Mello por reconhecimento da obra.

Mais informações no site www.ufpb.br/cchla, ou pelo e-mail luciovilar@uol.com.br e nos telefones (83) 3216-7142 e 3216-7144.

Globo Ciência produz matéria sobre TV digital na UFPB

                          

André Gomes/ Alexandre Quintans

A equipe do programa Globo Ciência da rede Globo de televisão esteve no Laboratório Associado de Vídeo Digital (Lavid) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), campus de João Pessoa, para produzir uma reportagem sobre TV digital. O Lavid foi escolhido por ser pioneiro no Brasil em estudos sobre tecnologia digital. O laboratório, localizado no Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), é formado por uma equipe de pesquisadores, professores e acadêmicos do curso de Ciências da Computação da UFPB.

A equipe do Globo Ciência documentou a exibição de um equipamento desenvolvido por alunos do Lavid em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O equipamento chamado de SET TOP BOX será utilizado com a chegada da TV digital no Brasil e entre outras coisas, possibilitará assistir a um jogo de futebol em casa, como se estivesse no meio da torcida. Com esse equipamento o usuário pode escolher desde o local que deseja sentar no estádio até o número da cadeira.

Segundo Alice Helena, uma das pesquisadoras do projeto, esse equipamento é capaz de funcionar com outros aplicativos, como o de Fórmula 1, por exemplo. Os testes estão sendo feitos no Lavid e a idéia é, num futuro próximo, realizá-los em alguns domicílios. A expectativa é de que até o final deste ano o equipamento esteja em condições de uso.

O Lavid também é responsável pelo gerenciamento de vários projetos, tais como: HiTV, ICSPace, InfraVida, I2TV e GT de Vídeo Digital (GTVD) que tem por objetivo implantar uma infra-estrutura baseada na Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e que ofereça suporte a aplicações envolvendo manipulação de vídeo digital. Este esforço visa induzir o desenvolvimento de uma nova geração de aplicações de vídeo digital que explore ao máximo o potencial de redes de alta velocidade no país. Outro importante papel do GTVD é a elaboração de recomendações e padrões para a iniciativa Internet no Brasil e a representação do país em fóruns de padronização internacional.

O Laboratório Associado de Vídeo Digital da UFPB também elabora projetos de pesquisa e desenvolvimento em software e hardware para sistemas de televisão digital de alta definição, além de redes de computadores, TV interativa e middleware.




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